segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

João 11:25 ensina que a fé precede a regeneração?






Alguns interpretes usam João 11:25 para sustentar a ideia de que o homem natural pode compreender o evangelho e crer em Cristo, mesmo sendo escravo, cego e espiritualmente morto. Há outros, denominados arminianos ou sinergistas, que até creem que o homem natural não pode por si mesmo crer no evangelho, mas insistem na ideia inconsistente de que a fé precede a regeneração. 

Não me preocuparei em demostrar a interpretação arminiana a respeito da depravação ou da incapacidade do homem natural de por si mesmo se salvar, farei isto em outro artigo, querendo Deus. Assim sendo, minha preocupação neste artigo é demostrar a falha dos irmãos arminianos na utilização do texto de João 11:25 para sustentar a ideia de que a fé precede a regeneração.

 O texto de João 11:25 diz: " Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá(...) ".

Em primeiro lugar, o texto em análise não diz que o homem não-regenerado pode crer, como também não diz como se dá o ato de crer, mas diz apenas que o que crer viverá. Analisando biblicamente todo o contexto  sobre o assunto o ato de crer é resultado da regeneração.(Jo 6:45, Ez 36:25-26, Rm 4:12, Jo 3:3-5, Ef 2:5, Tg 1:18). Ou seja, a fé para salvação é resultado da regeneração.

Em segundo lugar, além de estar tratando do "poder de Cristo sobre a morte e a vida de Lázaro", o que está sendo ensinado neste versículo é a gloriosa esperança da RESSURREIÇÃO PARA A VIDA ETERNA  daqueles que creram DEPOIS DE TEREM SIDO REGENERADOS e que agora dormem aguardando esta ressurreição. Logo, o texto não fala da regeneração como resultado da fé como querem os sinergistas, mas sim da ressurreição que ocorrerá com a vinda de Cristo, onde Ele ressuscitará todos os que creram. É justamente aqui que entra a expressão " Ainda que esteja morto viverá". Isto é, Cristo promete ressuscitar todos os que, enquanto estiveram vivos, creram Nele.

Esta interpretação ganha força e sentido quando é lido o contexto, o versículo 26, que diz : "E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá.." Ora, sabemos que, como Lázaro, todos morreremos fisicamente. Logo, o que Jesus quer nos transmitir é a verdade de que um dia(por ocasião do retorno do Senhor) os mortos que, enquanto estiveram vivos e creram Nele, ressuscitarão  e viverão, ou seja, nunca morrerão eternamente. Então fica evidente que a questão aqui não é a fé como precedente à regeneração, mas sim tanto a ressurreição física de Lázaro, como também a ressurreição escatológica que acontecerá por ocasião da vinda de Cristo.

Em outra tradução(NVI) o versículo em análise se encontra assim : ""Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, AINDA QUE MORRA, viverá; (João 11:25). O contexto, o versículo 26, diz: "e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente. Você crê nisso?" 

Esta tradução deixa ainda mais evidente que o que está sendo tratado aqui não é a regeneração pelo ato da fé, mas sim a ressurreição dos crentes mortos fisicamente, que novamente, de acordo com as escrituras, creram por terem sidos regenerados, e não o contrário(Jo 6:45, Ez 36:25-26, Rm 4:12, Jo 3:3-5).

A bíblia claramente ensina que "não sou eu quem decido ser regenerado quando escolho ter fé". Mas sim o próprio Deus quem me regenera me capacitando a ter a fé salvífica. Vejamos alguns versículos que afirmam isto :

"Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, MAS DA VONTADE DE DEUS." (Jo 1:13)

"Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos VIVIFICOU juntamente com Cristo (pela graça sois salvos)."(Ef 2:5)

"E dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne.
E porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis." (Ez 36:26-27)

"SEGUNDO A SUA VONTADE, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como primícias das suas criaturas."
Tiago 1:18.

Sendo assim , defendo ser bíblica a interpretação monergista que enfatiza ser necessário "uma ação direta de Deus, o que chamamos de regeneração, para que o homem possa crer, invocar e ser salvo. " Pois do contrário jamais "crerá, invocará e se salvará".(Rm 3:11).

Soli Deo Gloria

Álvaro Rodrigues

domingo, 24 de novembro de 2013

Calvinismo e Evangelismo são Incompatíveis?



De vez em quando surge no meio "cristão arminiano" alguns jargões tendenciosos acerca da teologia reformada. Jargões tais como "calvinista não evangeliza", " a doutrina da eleição é incompatível com o evangelismo", " o calvinismo consistentemente praticado é incompatível com o evangelismo", entre outros.  Infelizmente, tais cristãos que assim agem, demostram o quanto desconhecem o calvinismo.

Indagam os arminianos : " Se Deus já tem seus eleitos por que então evangelizar a todos?"

Primeiramente é necessário dizer que a eleição soberana de alguns para a salvação não é incompatível com o evangelismo de forma alguma. Por que? É simples, o Deus que determinou os fins , também determinou os meios pelos quais estes fins seriam estabelecidos. Ou seja, o Deus que determinou eleger alguns, também determinou os meios pelos quais os escolhidos seriam salvos. E o meio mais comum não é outro senão a evangelização. Deus decretou salvar os escolhidos  através da proclamação do evangelho.

Mas, como os críticos do calvinismo não se conformam com a resposta acima, eles insistem perguntando:" Ora, mas e se ninguém evangelizasse, como ficaria a situação dos tais eleitos?". Bom, isto é simplesmente impossível de acontecer, pois, levando em conta a verdade bíblica de que "nenhum dos planos de Deus poderão ser impedidos", podemos, baseados nesta certeza, crer que Deus sempre preservará remanescentes para cumprir o seu "ide". ( Jo 42:2, Rm 11:4).

Continuando, gostaria de expor algumas razões porque mesmo crendo na eleição continuo evangelizando.

1- Evangelizo porque Cristo assim me ordenou(principal razão).

2- Evangelizo à TODA CRIATURA pois não conheço quem são os eleitos.

3- Evangelizo porque sei que Deus tem seus escolhidos em todas as partes do mundo, e a certeza de que Deus irá salvá-los, me motiva na busca pelos tais.

4- Evangelizo pois busco imitar todos os grandes homens de Deus da história da igreja( na sua grande parte calvinistas) que com amor, anunciavam o evangelho sem em nada comprometer suas convicções.


Pois é, a pregação do evangelho através de homens do passado e do presente tais como " Spurgeon, Jhonatan Edwards, George Whitefield, John Piper, Paul Washer," entre tantos outros, provam o quanto estão enganados os críticos do calvinismo.

Também não poderia esquecer de outro jargão usado contra o calvinismo. Aquela velha falácia que diz que "não pode existir evangelismo consistente, quando se abraça o calvinismo". Esta falácia está baseada justamente em outros jargões tais como " Jesus não desiste de você"; " Jesus não poderá fazer nada se você não permitir" ; Jesus ama o pecador mas odeia o pecado", entre outros. Para alguns irmãos, não existe evangelismo autêntico sem esses jargões que são derivados de um "movimento novo" chamado de "apelo" que surgiu no século XVIII por evangelistas e reavivalistas, tais como Lorenzo Dow, James Taylor, Charles Finney entre outros.

A verdade é que os apóstolos não usavam tais frases de efeitos para tentar convencer os pecadores. Eles pregavam o arrependimento e a salvação por meio de Cristo, só isto. Lendo At 2:14-47, At 17, ou melhor, lendo todo o livro de Atos, aprendemos com os apóstolos. Eles nunca precisaram usar estes jargões.

Os grandes evangelistas tais como Spurgeon, Edwards , George Whitefield, seguindo o modelo dos apóstolos, nunca precisaram usar tais discursos para convencer ninguém. E, mesmo assim, os resultados de tais pregações foram magníficos. Milhares de vidas confessando à Cristo como Senhor e salvador. Uma prova de que não é preciso usar palavras recheadas de emocionalismos baratos para que os resultados aconteçam.

O que dizer então do sermão " pecadores nas mãos de um Deus irado"? Não existe nenhum desses jargões neste maravilhoso sermão. Jhonatan Edwards, usado poderosamente por Deus, pregou o evangelho do arrependimento sem malabarismos. E o resultado disto? Milhares de vidas para Cristo.

O que é então o evangelho autentico? Ora, de acordo com as escrituras o evangelho verdadeiro é aquele que apresenta o arrependimento. " Arrependei-vos e crede no evangelho".(Mc 1:15) A responsabilidade dos verdadeiros evangelistas é justamente anunciar este arrependimento e dizer que Cristo morreu por pecadores, e que Ele, por meio deste sacrifício, nos garantiu a salvação. Já os atos de "convencer, regenerar e conceder fé ao pecador" é com o Espírito Santo.

Devemos pregar a verdade de que "se não houver arrependimento, não haverá salvação", mas em contrapartida, não devemos esquecer de salientar que "é o próprio Deus que nos concede o arrependimento salvífico". E este arrependimento ele dá a quem quer( 2 Tm 2:20, Rm 9:15). Isto não é contradição, é simplesmente o evangelho, e é justamente por esse e outros motivos que tal mensagem é tida como "loucura" para os que perecem.( 1 Co 1:18)

Você também não precisa dizer que "Jesus ama o pecador, mas aborrece o pecado", pois a bíblia não diz isto. Muito pelo contrário, ela diz que Deus detesta os ímpios. Vejamos :

"O Senhor prova o justo, mas o ímpio e a quem ama a injustiça, a sua alma odeia." (Salmos 11:5)

""Há seis coisas que o Senhor odeia, sete coisas que ele detesta:
olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente,
coração que traça planos perversos, pés que se apressam para fazer o mal,
a testemunha falsa que espalha mentiras e aquele que provoca discórdia entre irmãos." (Provérbios 6:16-19)

""Os arrogantes não são aceitos na tua presença; odeias todos os que praticam o mal." (Salmos 5:5)

No entanto, devo salientar que, tais textos, falam de pessoas que permanecem no pecado, e não de pessoas que pecaram mas se arrependeram. De acordo com as escrituras "Deus ama os pecadores que se arrependem e permanecem em arrependimento". O amor salvífico de Deus é exclusivo ao seu povo eleito.

Diante de tudo o que já foi escrito, fica claro que a tentativa de desassociar a fé reformada do evangelismo é simplesmente inútil, como também tendenciosa. Poderíamos continuar, mas o que está escrito nos é suficiente.

Soli Deo Gloria

Álvaro Rodrigues

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

A quem o Espirito Santo convence ?


No artigo denominado "O homem pode escutar o evangelho, mas não entendê-lo", expus biblicamente a verdade de que o homem natural, escravo do pecado e da cegueira, jamais poderá crer em Cristo. E que só através de uma ação especial do Espírito Santo este homem poderá ressuscitar de sua morte espiritual, e por consequência, crer no evangelho. Porém, um irmão contrapondo o que escrevi, argumentou dizendo : " Não, o homem pode responder sim ao evangelho, pois  Espírito Santo convence  a todos os homens, cabe agora a eles decidirem ser salvos ou não".  Este irmão se baseava em João 16:8, que diz : "E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo." À primeira vista parece fazer sentido tal argumento, visto que o texto diz que o Espírito Santo convencerá o mundo de seus pecados. Mas será mesmo que o texto ensina que todos os homens serão convencidos de seus pecados?

Bom, em primeiro lugar se considerarmos que o texto diz que todos os homens são convencidos de sua ignorância e pecado, logo, seremos obrigados a crer que já não existem " cegos espirituais", como também não existem pessoas que acham "loucura a mensagem do evangelho". Ora, se o  texto quer dizer que o Espírito convence todos os homens do pecado, então teremos que admitir que não existem mais os ignorantes espirituais, afinal, todos tem consciência dos seus pecados, pois destes pecados foram convencidos. Ora meus amigos, isto é a consequência lógica de tal ensino. Se o Espírito Santo convence todos os homens que escutam o evangelho, logo todos agora podem enxergar a verdade, pois já não mais existem cegos  e escravos espirituais. Então fica claro que, de  acordo com  este ensino, todos estão enxergando, visto que o Espírito Santo convence todos os homens de seus erros. Cabe então ao homem que já não é  "cego e escravo" aceitar o evangelho ou rejeitá-lo.


Outro detalhe a ser considerado é que se todos os homens são convencidos de que o evangelho é a verdade não há lógica então dizer que todos estes  homens acham "loucura" o que agora eles acham  "verdade". Fica claro que  a consequência lógica de tal ensino é que "não existem mais os que, pela ignorância e cegueira, acham loucura a pregação do evangelho ". Afinal, todos estão convencidos pela verdade. 


Na verdade esta visão é facilmente refutada, tanto pelas escrituras quanto pelas nossas experiências de evangelismo. 

Mas vamos continuar...

Se o Espírito Santo convence todos homens de que o evangelho é a verdade como então muitos ainda acham tal mensagem uma loucura? O apóstolo Paulo deixa claro que muitos ainda acham  a palavra da verdade uma loucura( 1 Co 1:18). Como uma pessoa que foi convencida de que o evangelho é  verdadeiro poderá continuar achando que este evangelho é uma loucura? Quanta contradição! Como posso admitir que uma coisa é correta e ao mesmo tempo chamá-la de loucura? 

Fica então claro que se digo que todos os que escutam o evangelho são convencidos pelo Espírito Santo logo não existem cegos , mortos, e escravos espirituais. Daí conclui-se que se não existem cegos, mortos, e escravos espirituais " todos entendem a vontade de Deus", o que de acordo com as Escrituras não é verdade :


"Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus. (1 Coríntios 1:18)

"Não há ninguém que entenda;Não há ninguém que busque a Deus.(Romanos 3:11)


Alguém poderá questionar : " mas o texto diz claramente que o Espírito Santo convencerá  o mundo". Primeiramente é necessário entender que a palavra mundo na bíblia nem sempre significa "toda as pessoas sem exceção" , mas na maioria das vezes " certas pessoas de todas as partes do mundo". Por exemplo, a bíblia diz em  1Co 11:32 : " Mas, quando somos julgados, somos repreendidos pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo." Ora, aqui o texto claramente nos mostra que o termo "mundo" é uma referencia a uma classe de pessoas, no caso os ímpios. Em At 19:27 a respeito da deusa Diana está escrito "  vindo a ser destruída a majestade daquela que toda a Ásia e o mundo veneram". Se nos precipitarmos em dizer que mundo sempre significa 'toda as pessoas sem exceção" teríamos então de admitir que Diana era adorada até mesmo pelos cristãos. 

Existem outras passagens bíblicas com linguagem universal que se analisadas com cautela, à luz dos contextos imediato e remoto, notaremos que nem sempre tem o sentido proposto por alguns.

Levando em consideração estas verdades, podemos entender que aqueles a quem o Espírito Santo convence são justamente todos aqueles a quem Pai entregou ao seu Filho. Os eleitos de Deus, que estão em todas as partes do mundo. Vejamos com a bíblia:

" Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; também me convém agregar estas, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um rebanho e um Pastor. " (João 10:16)

"Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora." (João 6:37)

"  E a vontade do Pai que me enviou é esta: Que nenhum de todos aqueles que me deu se perca, mas que o ressuscite no último dia." (João 6:39)

" Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia." (João 6:44)

" E dizia: Por isso eu vos disse que ninguém pode vir a mim, se por meu Pai não lhe for concedido.Desde então muitos dos seus discípulos tornaram para trás, e já não andavam com ele. (João 6:65-66)

" Manifestei o teu nome aos homens que do mundo me deste; eram teus, e tu mos deste, e guardaram a tua palavra. (João 17:6)

" Estando eu com eles no mundo, guardava-os em teu nome. Tenho guardado aqueles que tu me deste, e nenhum deles se perdeu, senão o filho da perdição, para que a Escritura se cumprisse. (João 17:12)

Na bíblia, o convencer do Espírito Santo é o início da regeneração, visto que todos os que são convencidos tomam consciência de que são pecadores, e isto é um sinal de que os seus corações estão sendo mudados (Ez 36:25-27). Uma pessoa que tem o coração transformado, automaticamente andará em obediência(Ez 36:26). Logo é inconcebível crer que aqueles a quem o Espírito Santo convence e regenera permanece em pecado rejeitando o evangelho. 

Diante de tudo o que foi exposto, podemos concluir que, todos os que são convencidos pelo Espírito Santo, e que por consequência passaram a enxergar a verdade de Deus sendo ressuscitados da morte espiritual, são eficazmente salvos; e pela obra regeneradora do Espírito Santo são levados à Cristo.

Soli Deo Gloria

Álvaro Rodrigues

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

O homem natural pode escutar o evangelho, mas não entendê-lo



"Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo".(Romanos 10:13)

"Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue?" (Romanos 10:14)

"De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus". (Romanos 10:17)

Alguns interpretes tem utilizado estes textos acima para fundamentar o ensino pelagiano de que o homem, por si mesmo, pode entender o evangelho e aceitá-lo. Tais ensinadores argumentam : " Ora, o texto é claro, a fé vem pelo ouvir, e todos ouvem, logo todos podem ter fé". 

Será verdadeiro tal ensino? Será mesmo que o homem natural, escravo de sua cegueira espiritual, pode compreender e aceitar o evangelho através de um "suposto livre-arbítrio"? Vejamos então à luz da bíblia se de fato o homem natural pode ou não ter fé.

Primeiramente é necessário frisar que sim, é verdade, o homem natural pode escutar a mensagem do evangelho, afinal, ele tem ouvidos(Rm 10:17). No entanto, o homem natural não pode entender esta mensagem. O apóstolo deixa isto claro em Rm 3:11 quando diz : " Não há quem entenda, não há quem busque a Deus. Ora, o texto é claro, o homem natural não entende as coisa de Deus, visto que se encontra morto espiritualmente( Efésios 2:5). 

Logo, precisamos entender que o "ouvir" não é simplesmente escutar. Ouvir é atentar para a palavra, dar crédito, aceitá-la. E o homem só atenta, dar crédito e aceita, quando o Espírito Santo lhe dá vida espiritual. É por isto que Paulo diz " E ELE nos deu vida, estando nós mortos em delitos e pecados. ( Ef 2:5)

É também por isto que Paulo vai dizer em 1 Coríntios 1:18 que " a palavra de verdade é loucura para os que perecem". Aqui fica claro mais um vez que o evangelho soa nos ouvidos do homem natural como " loucura". 

Alguém pode questionar : "e como fica Romanos 10:13 que diz que todo aquele que invocar será salvo "? Primeiro é preciso entender que este texto não diz que o homem pode invocar, mas sim que o que invocar será salvo. Mas quem pode invocar? Como já dito, o homem natural não pode invocar, pois ele não entende. Como ele vai invocar o nome de alguém que ele não acredita ser o salvador? Logo, o homem só invoca quando Deus o ressuscita espiritualmente. E quando ele invoca ele é salvo, pois como diz o texto, " todo aquele que invocar será salvo".


É necessário uma ação do próprio Deus para que o homem entenda a sua vontade. Ezequiel 36: 25,26 nos diz :

"E dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne.
E porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis."

Ora, o que é isto senão a regeneração? É necessário uma transformação espiritual no homem para que ele entenda e tenha a fé salvífica . Fica visível no texto que, para que o homem tenha fé e obediência, é necessário que o próprio Deus aja, lhe dando um novo coração. Outra coisa interessante é que "é o próprio Senhor que nos faz andar em seus caminhos". 

Você creu no evangelho não porque foi mais hábil e inteligente do quê quem não creu. Mas sim porque Deus, por misericórdia, lhe concedeu um novo coração, um coração de carne. Não foi por seus méritos, não foi por alguma fé que Deus previu que você teria, pois se assim o fosse a salvação seria meritória, o que é contrário ao que a bíblia diz em Efésios 2:8-10. O texto de Efésios é claro em dizer que não fomos salvo por causa de alguma ação nossa, mas sim exclusivamente pela graça soberana. O próprio Deus é quem nos concedeu fé e arrependimento para sermos salvos.(2 Tm 2:25,At 11:18)

Alguns ainda objetam que o homem coopera na salvação. Deus fez metade, e o homem faz a outra metade. Isto é um erro. Deus NÃO DIVIDE A GLÓRIA DA SALVAÇÃO com ninguém. A salvação é uma obra de Deus do começo ao fim.(Rm 8:28-30)

Soli Deo Gloria

Álvaro Rodrigues

sexta-feira, 19 de julho de 2013

A bíblia do R. R. Soares. Cuidado com ela!

Aprenda com esta bíblia "preciosos" ensinos tais como "determinar,mesmo contra a vontade de Deus, a cura  de alguém. Como também colocar Deus no canto da parede exigindo dele muito dinheiro". E aí quem vai comprar a bíblia ?

Caro leitor, esquecendo um pouco a ironia do primeiro parágrafo, vamos falar sério. A bíblia acima, lançada há alguns meses atrás me preocupa. Porque? Simples, sem dúvida ela vem com os malignos ensinamentos da "confissão positiva" e da "teologia da prosperidade"defendidos pelo falso profeta R.R. Soares.  


Como se não bastasse as bíblias da "vitória financeira" do Morris Cerullo, a bíblia Apostólica do Estevão Hernandes, a bíblia da Mara Maravilha entre outras, chegou também a bíblia do R.R. Soares. 

Deixo portanto o meu recado aos sinceros servos de Deus " Cuidado com essa bíblia! "

Que Deus guarde seu povo !

Álvaro Rodrigues

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Os 7 pecados capitais do deputado Marco Feliciano



Muitas pessoas me perguntam por que o deputado Marco Feliciano é tão odiado pela grande mídia. Creio que há várias razões para isso, mas, para ser sucinto e objetivo, citarei apenas sete pecados capitais que esse parlamentar cometeu.

1. Foi eleito com "apenas" 212 mil votos.

2. Ele é evangélico; não é gay nem simpatizante do movimento LGBT; e, para piorar, é defensor do modelo tradicional de família — essas características o transformam em um fundamentalista religioso, segundo a grande mídia.

3. Nunca participou do Big Brother Brasil.

4. Declarou-se contrário às propostas defendidas por um certo deputado BBBrasileiro com nome de carro antigo — não me pergunte o nome dele.

5. Aceitou ser indicado e eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados sabendo que não tinha os dois requisitos fundamentais para ocupar esse cargo: apoiar, sem nenhuma restrição, o aborto e os projetos do ativismo gay.

6. Conseguiu cometer um crime "gravíssimo" — que não existe no Brasil —, o de emitir opinião.

7. Foi um dos mais de quatrocentos deputados que votaram contra a PEC 37.

Ciro Sanches Zibordi

sexta-feira, 14 de junho de 2013

4 Razões porque o Valdemiro Santiago não prega o verdadeiro evangelho




A bíblia é clara quanto ao surgimento de falsos profetas nos últimos dias. E estes falsos líderes que pervertem a mensagem da cruz, tem enganado a muitos cristãos sinceros. Eles usam as escrituras como fonte de lucro pessoal, comercializam a fé, distorcem as escrituras, priorizam a prosperidade material, etc. Infelizmente esta é uma triste realidade vivenciada por nós. No entanto, não podemos ficar parados; cabe a nós os cristãos, que temos a bíblia como nossa única regra de fé, prática e comportamento, desmascararmos tais bandidos !

Pois é, essas são algumas das características dos falsos profetas. 



Falando em falsos profetas, não poderiamos deixar de citar alguns nomes tais como " R.R Soares, Edir Macedo, Valdemiro Santiago entre outros. Hoje irei me deter em um desses falsos profetas , o então denominado "apóstolo" Valdemiro Santiago.



Sendo assim, gostaria de enumerar algumas razões porque o Valdemiro Santiago não prega o verdadeiro evangelho.




1. Razão -  Tem os "milagres" como a mensagem central do evangelho . Ora, não é preciso provar para ninguém que isso é  pregado por este que se diz apóstolo. É só pararmos para assistir e escutar suas mensagens. Tudo gira em torno de curas, sinais e prodígios. Isso nada mais é do que um "grave desvio". Porque? Simples, Jesus o nosso mestre, priorizou em seu ministério o ensino e a pregação das boas novas de salvação(Mt 4:23,11:1,Mc 2:17, 16:15-20). As curas, sinais e prodígios são efeitos da mensagem do evangelho. E a mensagem central do evangelho é a chamada ao arrependimento, e não milagres(Mt3:2,4:17, At 2:38, 3:19).

2. Razão -  Ensina a comprar as bençãos de Deus . Este aspecto também é nítido em suas pregações. São tantos modismos inventados por este Pseudo-apostólo na tentativa de comprar as bençãos de Deus tais como "Trízimo, toalhinha milagrosa, caneta ungida, água ungida, entre outros, que me dá nojo só de ver.



3. Razão - Prioriza as bençãos materiais .  Além dos modismo criados por este falso apóstolo, vemos também a prioridade que ele dá às bençãos materiais em detrimento das bençãos espirituais. A maior parte do tempo da pregação do Valdemiro é centrado em cura e  prosperidade financeira; isso vai de encontro ao real sentido do evangelho(Rm 14:17).

4. Razão - Prega que os frutos são milagres e sinais. Pois é, o Pseudo-apóstolo ainda tem a cara de pau de dizer em suas mensagens que os frutos de um profeta são a quantidade de milagres que ele opera, pois segundo ele, se você cura, logo tem comunhão com Deus. Porém se esquece ele que nem todos os que operam sinais são realmente salvos(Mt 7:22).Se atentarmos para uma leitura cautelosa do capítulo 7 de Mateus, logo ficará esclarecido que os frutos que Cristo refere-se nada mais são que "obediência à Deus e a sua palavra". Até porque o texto deixa claro que sinais e prodígios feitos por alguns não identificam que estes são realmente profetas de Deus.  



Outro detalhe importante, é que o profeta João Batista durante seu ministério não operou nenhum milagre, no entanto Cristo a respeito dele fala : "Em verdade vos digo que, entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior do que João o Batista(Mt 11:11). 



Amigo leitor, perdoe-me se o decepcionei escrevendo este artigo. Porém tenho que lhe dizer que meu compromisso como cristão não é outro senão o de defender a palavra de Deus. E isto sempre farei, mesmo que sofra perseguições e afrontas. 



Assim sendo, oro para que Deus levante homens comprometidos com sua palavra. Homens corajosos que amem a Deus e que não negociem a fé.


Soli Deo Gloria

Álvaro Rodrigues



sábado, 8 de junho de 2013

A macumba gospel anda solta até no metrô!








Caro leitor, olhando o vídeo acima sou tomado por uma profunda indignação. Até quando esses ditos crentes irão trazer escândalos aos infiéis? Até quando o povo de Deus não irá abrir as escrituras e aprender a se portar "não causando escândalo aos infiéis" para que estes não diga que estamos "loucos"(1 Co 14:23) ? Até quando estes Pseudo-Pentecostais  irão confundir  ser " Espiritual " com o ser "menino espiritual"? (1 Co 14:20).

Ora, sou Pentecostal, pois creio na contemporaneidade dos dons. No entanto aprendi com a escritura que ser "espiritual" é reconhecer e obedecer os mandamentos de Cristo.(1 Co 14:37). Não preciso está no grupo dos "canelas de fogo", para ser pentecostal. Não preciso ser do "rétété" para ser um crente espiritual. Chega de colocar nossas emoções e experiências acima das escrituras!


Pois é, acho que já está na hora de nós os pentecostais genuínos, que cremos no real mover de Deus,  levantarmos e confrotarmos certos moveres ditos pentecostais usando as Santas Escrituras.

Que Deus nos abençoe !

Álvaro Rodrigues

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Igreja santa, porém imperfeita

A igreja não tem mácula nem ruga, mas é santa, todavia, pela fé em Jesus Cristo. Além disso, ela é santa em sua vida no sentido de que ela se abstém das concupscências da carne e se exercita nos frutos espirituais. Mas, ainda não é santa no sentido de que esteja libertada de todos os maus desejos e os tenha suprimido, nem de que se tenha expurgado de todas as ímpias opiniões e erros. Pois a igreja sempre confessa seu pecado e ora que " lhe sejam perdoadas as suas dívidas". 

Da mesma forma, ela crê na remissão dos pecados. Por isso, os santos pecam, caem e também erram, mas, por ignorância, pois não querem, de bom grado, negar a Cristo, perder o evangelho, revogar o batismo. Assim, pois, têm a remissão dos pecados e, mesmo, se, por ingnorância, erram na doutrina, isso lhes é perdoado, porque, enfim, reconhecem seu erro e se apoiam unicamente na verdade e na graça de Cristo.


Os Cristãos, portanto, devem esforçar-se para evitar as obras da carne; os maus desejos, no entanto, eles não podem evitar.

Martinho Lutero

Obras Selecionadas Vol. 10.  página 504-505

quarta-feira, 8 de maio de 2013

A falaciosa doutrina do universalismo


Universalismo é o ensino que afirma que todos os homens serão salvos pela misericórdia de Deus, mesmo que não se arrependam e confessem a Cristo como Senhor e Salvador. Infelizmente, este falso ensino tem sido muito propagado nos dias atuais. É crescente o número de falsos ensinadores denominados "universalistas" que, apelando para as emoções humanas, relativizam a doutrina bíblica da salvação que é muita clara em afirmar que "não existe salvação à parte de Cristo"(Jo 3:16-18, At 4:12,16:31). 

Baseados em suas próprias emoções, esses ensinadores argumentam que um Deus amoroso e bom jamais condenaria os homens ao inferno. Outros ainda argumentam  que foram os cristãos que inventaram o inferno; ou seja, o inferno para estes, é coisa inventada por homens, e não uma realidade. 

No entanto, a bíblia nos deixa claro que o próprio Cristo testificou e advertiu sobre o inferno. Vejamos abaixo :

Mateus 25:46 diz: “E irão estes para o castigo eterno, porém os justos, para a vida eterna."


Mateus 5:29-30 diz : "Portanto, se o teu olho direito te escandalizar, arranca-o e atira-o para longe de ti; pois te é melhor que se perca um dos teus membros do que seja todo o teu corpo lançado no inferno. E, se a tua mão direita te escandalizar, corta-a e atira-a para longe de ti, porque te é melhor que um dos teus membros se perca do que seja todo o teu corpo lançado no inferno."

Pois é, o inferno não é coisa inventada pelos cristãos; simplesmente estes ensinam a doutrina do inferno baseando-se  nos ensinos do próprio Cristo a respeito da condenação. Quem não reconhece essa verdade não pode dizer que Cristo é seu Senhor e  muito menos Salvador.Afinal, Cristo só é nosso Senhor quando o obedecemos, e nosso Salvador quando reconhecemos que ele morreu por nós com o objetivo de nos livrar do inferno(Jo 3:16).

Ora, se a doutrina universalista fosse verdadeira não existiria a necessidade  de pregação do evangelho a toda criatura, que é uma ordenança clara de Jesus(Mc 16:15). Também não existiriam ordenanças e admoestações para o abandono do pecado(Cl 3:5, Rm 12:1-2), e para se ter assim uma vida em santificação. Para melhor dizer, se não existe condenação também não existe salvação, afinal salvação é o livramento da condenação eterna(Jo 3:16, Hb 5:9, 2Tm 2:10, Tt 2:11).

Caro leitor, sabemos que Deus é amor. No entanto, ele também é justiça e não deixará o pecado impune para sempre. Assim sendo, rejeitemos pois a ideia(baseada em emoções) de que todos os homens serão salvos, pois não é isso que a Escritura nos ensina.


Soli Deo Gloria 

Álvaro Rodrigues

















quinta-feira, 18 de abril de 2013

A Importância Teológica da Historicidade de Adão



A historicidade literal de Adão como o primeiro ser humano, criado por Deus, do pó da terra, é teologicamente importante? Ou seja, alguém poderia negar a historicidade de Adão como o primeiro ser humano criado e, ainda assim, sustentar todos os ensinos essenciais da teologia evangélica?

As respostas para estas perguntas centralizam-se em (1) se a Bíblia apresenta Adão como o primeiro ser humano histórico e literal, (2) se há uma conexão bíblica entre o Adão histórico, em sua criação e queda, e certas doutrinas associadas normalmente com o Adão histórico, e, (3) se isso é verdade, quais seriam estas doutrinas e qual seria a natureza da conexão. Quero sugerir duas linhas de resposta que tencionam abordar estas três perguntas.

Primeiramente, a historicidade de Adão como o primeiro ser humano literal é ensinada e admitida em toda a Bíblia. A linguagem e as descrições de Adão em Gênesis 5.3-5 – número de anos que ele viveu depois do nascimento de Sete, o fato de que ele teve outros filhos e o número total de anos que ele viveu – são idênticos à linguagem e as descrições usadas a respeito de outros personagens históricos em Gênesis e em outras partes da Bíblia (cf. o resto de Gn 5; Gn 11.10-26; Gn 25.7-11; 1 Cr 1-9). O cronista inicia a sua extensa genealogia de Israel com "Adão", que dá início a toda a raça humana. Jó contrasta a sua fraqueza diante de Deus com Adão, que encobriu a suas transgressões (Jo 31.33). Oseias compara a desobediência de Israel com Adão, que transgrediu a aliança com Deus (Os 6.7). Lucas alicerça a genealogia de Jesus no primeiro homem, Adão, o filho de Deus (Lc 3.38). Jesus entendeu Adão e Eva como pessoas humanas literais, criadas por Deus e, depois, unidas no primeiro casamento de um homem com uma mulher (Mt 19.4-6; Mc 19.6-9). As referências de Paulo a Adão como o primeiro ser humano em Romanos 5.12-18, 1 Coríntios 11.7-9. 1 Coríntios 15.21-22 e 2 Timóteo 2.13-14 são, inconfundivelmente, a respeito desta pessoa histórica que foi criada à imagem de Deus (1 Co 11.7), antes da mulher, que procedeu dele (1 Co 11.8; 1 Tm 2.13), e que pecou, trazendo o pecado e a morte para todos os seus descendentes (Rm 5.12-18; 1 Co 15.21-22). Por último, Judas 14 se refere à pessoa histórica de Enoque, o sétimo depois de Adão, que também seria entendido como histórico. Uma leitura atenta destes textos apoia a conclusão de que a própria Bíblia trata, repetidas vezes e sem exceção, Adão como uma pessoa histórica literal, o primeiro humano criado por Deus.

Em segundo lugar, a historicidade de Adão é teologicamente importante? Sim, ela é importante pela simples razão de que a teologia conectada com Adão é teologia arraigada na história e impossível de ser explicada sem essa história. Ou seja, há claramente uma conexão bíblica entre o Adão histórico e a teologia associada com ele, e a conexão é tal que a teologia depende dessa história e não existiria sem ela. Ou, dizendo-o em outras palavras, essa história gera a teologia. Como você não pode ter um filho sem uma mãe, também não pode ter esta teologia sem a história que a traz à existência.

Considere, por exemplo, algumas áreas cruciais da teologia associadas com a historicidade verdadeira e literal de Adão. Primeira, a criação do homem à imagem de Deus envolve a criação literal do primeiro ser humano à imagem de Deus, o ser humano que se torna, por assim dizer, a fonte de todos os outros seres humanos que são, igualmente, à imagem de Deus. Gênesis 5.3 faz a notável observação de que Adão, aos 130 anos de idade, "gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem, e lhe chamou Sete" (Gn 5.3). A linguagem neste versículo é, inconfundivelmente, a mesma de Gênesis 1.26. Embora a ordem das palavras "imagem" e "semelhança" esteja invertida, parece que tudo que se diz antes a respeito de o homem ser criado à imagem e semelhança de Deus é dito aqui, quando Sete é gerado à imagem e à semelhança de Adão (Gn 5.3). O paralelismo desta linguagem nos leva a concluir que Sete nasceu à imagem de Deus (o que ele realmente era, cf. Gn 9.6) somente porque nasceu à imagem e à semelhança de Adão. Sem a conexão histórica e literal, de fato, biológica, entre Adão e Sete, o status de imagem de Deus em relação a Sete não existiria. E, se isso era verdade quanto a Sete, é verdade também quanto a nós. Não somente a nossa identidade biológica remonta ao Adão histórico, mas também o nosso estado como seres criados à imagem de Deus remonta ao primeiro homem, o primeiro ser humano histórico, Adão.

Segunda, a queda do homem no pecado é um ensino teológico central fundamentado precisamente no que aconteceu na história. Paulo resumiu o argumento nestes termos: "Visto que a morte veio por um homem, também por um homem veio a ressurreição dos mortos. Porque, assim como em Adão todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo" (1 Co 15.21-22). Considere quatro observações: (1) Adão trouxe a morte ao mundo (15.21a). (2) Todos os humanos que procedem de Adão estão sujeitos à morte (15.22a). (3) A reversão do pecado e da morte de Adão acontece na realidade histórica do triunfo de Cristo por meio de sua ressurreição dos mortos (15.21a). (4) Todos os humanos unidos a Cristo serão vivificados (15.22b). A realidade histórica da ressurreição de Cristo, pela qual os que estão em Cristo são ressuscitados para viverem para sempre, é correspondente, nesta passagem, à realidade histórica do pecado de Adão, que trouxe pecado e morte para todos em Adão. A linha histórica não pode ser cortada sem eliminar a teologia correspondente. O pecado original em Adão e a vida eterna em Cristo estão ligados intrínseca e necessariamente à história.

Terceira, nossa teologia de gênero e sexualidade está intrinsecamente ligada à criação do primeiro casal humano e à natureza da união conjugal designada por Deus para eles. Quando Jesus se referiu a Gênesis 2, e quando Paulo aludiu a aspectos de Gênesis 2 e 3, ambos entenderam Adão e Eva como pessoas históricas reais que exemplificavam a união vitalícia, em uma só carne, de macho e fêmea que Deus planejou e trouxe à existência. Por sua queda histórica, Adão e Eva apartaram-se do desígnio de Deus e produziram distorções pecaminosas tanto das relações de gênero como da sexualidade humana. Nossa teologia de gênero e sexualidade não é dissociada da história. Pelo contrário, o desígnio criado por Deus foi exemplificado, inicialmente, no primeiro homem e na primeira mulher originais. E tanto Jesus como Paulo se referiram a este desígnio trazido à existência por Deus e vivenciado realmente no Éden. De modo semelhante, as perversões do bom desígnio de Deus estão arraigadas na rebelião histórica contra Deus e contra seus caminhos que aconteceu na história, registrada para nós em Gênesis 3. Tanto neste como em outros assuntos, a teologia e a história estão entretecidas de tal modo que a historicidade de Adão é essencial à esta teologia. Esta teologia depende dessa história e não existiria sem ela.


Autor : Bruce Ware

sexta-feira, 29 de março de 2013

Homossexualismo continua sendo pecado!


Como cristão verdadeiro, sou daqueles que não abre mão dos valores fundamentais da doutrina cristã. Continuo crendo na inspiração divina e inerrância da bíblia, em Cristo como único caminho para a salvação, na ressurreição e retorno de Jesus Cristo para buscar os seus, etc. No entanto, existem os cristãos progressistas, que, relativizando as escrituras, abandonaram tais verdades do cristianismo primitivo e que também desconsideram a verdade de que o homossexualismo foi e continua sendo pecado.

Existem no nosso meio, uma meia dúzia de cristãos liberais que não consideram a verdade bíblica de que a prática homossexual é um pecado grave aos olhos de Deus. Para estes, a bíblia deve se adaptar a seus modos de vida e ao tempo atual. Assim sendo, negam as verdades de que o evangelho pregado por Cristo e os Apóstolos é um evangelho de renúncia(Mt 16:24), e de que a mensagem das Escrituras é imutável(Mt 24:35,Gl 1:8, 1Pd 1:23).

Muitos cristãos, defensores do homossexualismo, tem lido e interpretado textos da bíblia ao seu  bel-prazer na tentativa  de buscar justificativa para seus pecados. Tais cristãos se valem de argumentos infundados como por exemplo o de que " foi Paulo, e não Jesus que condenou o homossexualismo". 
Pois é, este é um dos argumentos utilizados por estes deturpadores da imutável palavra de Deus. 

Caro leitor, a bíblia é muito clara quanto a homossexualidade. Cristo é claro em dizer que Deus fez macho e fêmea, e de que o homem deixará pai e mãe e uni-se-á a sua MULHER( Mc 10:6-9). As palavras de Cristo registradas em Marcos 10:6-9 são muito claras. O Senhor deixa claro que o homem foi feito para a mulher e a mulher para o homem, e o que passar disto é pecado . 

O Apóstolo Paulo baseava-se nos ensinos de Cristo quando disse :

"Trocaram a glória do Deus incorruptível por imagens do homem corruptível, de aves, quadrúpedes e répteis. Por isto Deus os entregou, segundo o desejo de seus corações, à impureza em que eles mesmos desonraram seus corpos..., suas mulheres mudaram as relações naturais por relações contra a natureza; igualmente os homens, deixando a relação natural com a mulher, arderam em desejo uns para com os outros, praticando torpezas homens com homens e recebendo em si mesmos a paga da sua aberração".(Rm 1:23-27)

Assim como o Apóstolo Paulo, sou a favor da família tradicional. Deus criou macho e fêmea, e é através desta base(união sexual entre homem e mulher), que se consolida a vontade de Deus que é "Crescei e multiplicai "(Gn 1:28, 9:1,9, Jr 29:6). A homossexualidade tem anulado este propósito de Deus, sendo assim é pecado, queira alguém ou não.

A tentativa do homem em querer adaptar a bíblia às suas próprias vontades é um grave desvio, pois a bíblia não muda. Passará os céus e a terra mas as palavras de Cristo não hão de passar (Mt 24:35). Sendo assim, a única saída para os homossexuais é confessarem os seus pecados e terão a partir de então a vida transformada pelo poder do evangelho(Rm 1:16)

Soli Deo Gloria

Álvaro Rodrigues

quinta-feira, 14 de março de 2013

O Apóstolo Paulo era Machista e preconceituoso?



É nítido em nossos dias o crescimento de pessoas que relativizam as escrituras . Pseudos-Teólogos, pastores e líderes que, influenciados por um evangelho filosófico baseado na lógica humana, questionam a excelência do apostolado de Paulo . Tais Teólogos , líderes e pastores afirmam que nem tudo que Paulo escreveu pode ser considerado como verdade divina, visto ter sido paulo um preconceituoso e machista. Na verdade, estes apóstatas não suportam a sã doutrina e desviam os ouvidos da verdade( 2 Tm 4:3,4), e se pudessem arrancariam das escrituras as epístolas paulinas . Vejamos então a  definição de "machismo" e assim sendo, notaremos se tais acusações procedem .



Machismo ou chauvinismo masculino é a crença de que os homens são superiores às mulheres .



Vários textos escritos por Paulo são distorcidos e mal interpretados por feministas e inimigos do evangelho. Textos que tratam  da submissão da esposa ao marido tais como  "Efésios 5:22, Colossenses 3:18" entre outros, tem sofrido nas mãos de tais pessoas, pois para estas o termo "submissão" implica em "inferioridade". Pois é, os críticos do Apóstolo insistem na fraca argumentação de que este pregava a "inferioridade feminina". Porém o próprio Paulo responde a esses ignorantes quando diz : "Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus.Porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo. Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. " (Gálatas 3:26-28). Paulo é enfático, para ele todos somos iguais, pois somos um em Cristo.

Quanto a submissão da mulher ao marido(que não implica em inferioridade), ela é no Senhor, ou seja, a  mulher por ser submissa não se torna escrava e muito menos um objeto do marido. Para melhor dizer, de acordo com a bíblia, quando se fala em submissão da mulher ao marido se está falando do papel de liderança que foi confiado ao homem . Cada um tem o seu papel, a mulher deve submeter-se ao marido como Cristo se submeteu a Deus, e o marido deve amar a mulher como Cristo amou a igreja, ou seja, com amor incondicional(Ef 5:22-32) . Note que no texto de Efésios 5:22-32 o Apóstolo Paulo ordena por TRÊS VEZES que o  marido ame a sua esposa; outra prova de que o ensino de Paulo não era um ensino machista.

 Ainda sobre a submissão devemos nos lembrar que ela  não é exclusividade das mulheres. Efésios 5:21 diz : "sujeitando-vos uns aos outros". Todos nós vivemos debaixo de alguma autoridade. Deus delega autoridades(líderes) em todas as áreas da vida : Civil(Rm 13:1-3), Trabalho(Ef 6.5-6; Tt 2.9-10; 1 Tm 6.1-2), Igreja (1 Co 14.40; Hb 13.7-8; Hb 13.17) e família(Ef 5.22-24; Ef 6.1-4) . Todo grupo social precisa de um líder, e não é diferente com a família . O líder do lar( O homem) deve ser o protetor e provedor da família, e não um ditador !



Outros textos que são mal interpretados pelos críticos de Paulo, são 1 Coríntios 14:34,35 e 1 Timóteo 2:11-14 : 



"As vossas mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei. E, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos; porque é vergonhoso que as mulheres falem na igreja." (1 Co 14:34-35)



"A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição.Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio.Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão. " (1 Timóteo 2: 11-14)



Os acusadores de Paulo argumentam que estes versículos são a prova de que Paulo considerava as mulheres inferiores aos homens . No entanto, veremos qual o real sentido dos textos em questão.



Para o texto de 1 Coríntios 14:34,35 , o certo é interpretar o versículo 34 pelo versículo 35. Quando Paulo afirma que as mulheres deveriam ficar em silêncio, ele estava proibindo-as de interromperem o culto com perguntas, pois, muito provavelmente era isto que estava acontecendo de acordo com o versículo 35; as mulheres estavam fazendo perguntas que poderiam ser feitas em casa nos momentos de culto . O Apóstolo em momento algum proibiu o direito das mulheres de se expressarem(falarem) no momento devido, pois o mesmo afirma o direito das mulheres de profetizar(1 Co 11:5)

Já o texto de 1 Timóteo 2: 11-14 , Paulo nos quer transmitir a verdade de que não está permitido a mulher  ensinar na igreja de modo normativo e terminante. Pois essa tarefa foi dada ao homem(Ef 4:11, 1 Tm 3:1-13). Porém, a mulher tem total permissão para pregar o evangelho(Mc 16:15), profetizar na igreja sob o impulso do Espírito Santo( 1 Co 11:5,6, 12:10, 14:3), instruir homens e mulheres (At 16:14,40) , servir ao corpo de Cristo( Rm 16:1-27).

Diante do que já foi exposto, reafirmo que,  a ideia de que "Paulo era machista" não resiste à luz dos seus próprios escritos(divinamente inspirados). Que Deus nos guarde , e nos dê a sua graça para que possamos permanecer fieis a sua palavra .



Que Deus nos abençoe !



Álvaro Rodrigues

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Para onde vai nossa alma depois que morremos?



Você pergunta : Para onde vão as almas das pessoas depois que elas morrem? Elas já vão para o céu e para o inferno ou permanecem em algum lugar intermediário dormindo? As almas dos falecidos conseguem se comunicar com os vivos e interagir com o nosso mundo?

Caro leitor, todas as almas são propriedade exclusiva de Deus. Ele as criou e elas são Dele. Assim, a Bíblia diz que quando uma pessoa morre, seu espírito volta a Deus. “e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.” (Ec 12.7).


A morte também sela o destino da pessoa. Todos morrem ou salvos ou condenados. Ninguém morre com seu destino final indefinido. Assim, a morte é a batida final do martelo na vida de todos nós. “E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo” (Hb 9. 27). Morremos uma só vez e depois disso vem sobre nós o juízo. O “juízo” já é uma espécie de julgamento que separam salvos e condenados após sua morte. Esse juízo de Deus separa os salvos para o céu e os condenados para o inferno. Todos, em seus respectivos lugares, aguardam a volta de Jesus Cristo e o dia do grande juízo final.


A Bíblia não nos autoriza a pensar que o espírito fica dormindo aguardando a segunda volta de Jesus Cristo ou em um lugar intermediário. O nosso espírito fica consciente após a morte e aguarda o cumprimento de toda a palavra de Deus na volta de Jesus Cristo (os condenados aguardam no inferno e os salvos no céu). Alguns textos nos indicam essa realidade. Um deles é o que mostra o ladrão que se arrependeu ao lado de Jesus na cruz. “Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.” (Lc 23. 43). Observe que Jesus lhe promete que, após morrer, já se apossaria do paraíso, sem lugares intermediários.

Outro texto que apóia essa realidade é a parábola de Jesus a respeito do rico e do mendigo. O rico morre e vai para o inferno. O mendigo de nome Lázaro também morre, mas vai para o céu. “Aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também o rico e foi sepultado. No inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio.” (Lc 16. 22-23). Nenhum deles se encontra dormindo. Todos estão acordados e conscientes.


Jesus não usaria uma inverdade como pano de fundo de uma parábola. Assim, essa parábola aponta sim para o destino final de cada um de nós após a nossa morte: Conscientes e já no lugar determinado por Deus.

Com relação a comunicação de vivos com espíritos de pessoas falecidas, não há essa possibilidade. A Bíblia não diz nada que apóie essa ideia, pelo contrário, é totalmente contrária a essa prática. “Quando vos disserem: Consultai os necromantes [pessoas que consultam os mortos] e os adivinhos, que chilreiam e murmuram, acaso, não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos se consultarão os mortos?” (Is 8. 19).


Qualquer tipo de comunicação com pessoas falecidas, na verdade, é uma comunicação com demônios enganadores, pois as pessoas falecidas, como demonstrado acima, estão já em seus lugares determinados por Deus aguardando o grande dia da volta do Senhor Jesus Cristo e o cumprimento de toda a palavra determinada por Deus.

Por : André Sanchez

Fonte
Esboçando Ideias 

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Bento XVI: Autêntico, mas errado .


Joseph Ratzinger, o papa Bento XVI, surpreendeu o mundo católico ao anunciar que vai renunciar ao pontificado em 28 de fevereiro deste ano. Não o reconheço como um verdadeiro líder da igreja de Cristo, mas devo reconhecer que ele se mostrou autêntico nos anos em que ficou a frente do Vaticano.

Diferentemente de seu antecessor, João Paulo II, Bento não procurou ser popular. Com certeza, em relação a ele não cantaríamos “este papa é pop”. Ele se manteve firme (e nisto concordamos) em combater o aborto e o homossexualismo como pecados diante de Deus. Não transigiu ante às pressões do politicamente correto e do intelectualismo permissivo. Se comportou como um ardoroso defensor da doutrina católica.

Contudo, a autenticidade não nos livra do erro. A igreja de Roma, como todas as outras, são formadas de pecadores, e por isso seus fieis cometeram inúmeros erros no passado, e ainda o cometem hoje. Ocorre, que há erros institucionalizados na igreja católica, doutrinas que carregam o ranço da intolerância e da violência. Estes ensinos não foram revistos nem por João Paulo II, nem por Bento XVI.

Cito como exemplo, a inquisição e a violenta colonização colocadas em ação pela igreja romana em tempos passados. Milhares de pessoas foram mortas em nome da fé católica. Isto não foi um acidente de percurso, ou falhas de alguns fieis. Antes, foi o cumprimento da própria doutrina da igreja. Ensino que foi ratificado no texto da encíclica Quanta cura, promulgada em 1864 pelo papa Pio IX. Este documento trazia um silabo de erros, uma lista de oitenta proposições modernas que os católicos não deviam aceitar[1]. Cito alguns itens:


18 – Que o protestantismo é nada mais do que uma forma diferente da mesma religião cristã, em que é possível se agradar a Deus tanto como na verdadeira Igreja Católica;

24 – Que a igreja não tem autoridade para usar de força, nem tem nenhum poder temporal, seja direto ou indireto;

55 – Que a igreja deve ser separada do Estado e o Estado da igreja;

77 – Que em nossos tempos já não é mais conveniente que a religião católica seja a única do Estado, nem que se excluam todos os outros cultos.[2]

Deste modo, constato que Bento XVI foi autêntico, mas ainda errado, porquanto não ousou confrontar as doutrinas católicas com os mandamentos bíblicos. Isto serve de lição para qualquer cristão. Seguimos com ardor o credo de nossa igreja, mas este resiste à luz da Palavra de Deus? Devemos, pois, observar o pensamento do escritor americano Joseph Campbell: “Talvez não exista nada pior que alcançar o topo da escada e descobrir que você está na parede errada”.

Autor : George Gonsalves

Fonte : http://www.gracaesaber.com/2013/02/bento-xvi-autentico-mas-errado.html

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Negue-se a si mesmo e siga à Cristo



É muito comum, principalmente nos dias de hoje, escutarmos de algumas pessoas ditas cristãs as expressões "Eu amo Deus acima de tudo", "Eu amo Jesus" , "Deus é tudo em minha vida", entre outras. No entanto, o que  me deixa triste é ver que tais pessoas que usam estas expressões no dia-a-dia , não sabem o que na realidade significa "amar à Deus acima de tudo"  visto que grande parte delas ainda não fizeram o que Jesus  Cristo nos recomendou em Lucas 9:23, que é o  "negar-se a si mesmo".

                                    O QUE SIGNIFICA NEGAR-SE A SI MESMO ?



Em Lucas 9:23 está escrito " E dizia (Jesus) a todos : Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me. " 

Negar-se a sim mesmo é abandonar tudo aquilo que praticamos que não tem a aprovação de Deus. E estas práticas que não tem a aprovação de Deus são conhecidas como obras da carne, e são : adultério, prostituição, impureza, lascívia, Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, entre outras (Gálatas 5:19-21). Negar-se a si mesmo  é viver para Deus, amar à todas as pessoas, andar de acordo com as Escrituras, imitar à Cristo e  está disposto à sofrer pelo evangelho.



O maior exemplo de renúncia é visto no próprio Cristo , vejamos :

(...) Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu;(...) (Mt 6:10)

De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz  (Fl 2:5-8).

Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. (Jo 6:38)

O próprio Cristo sendo Deus, negou a si mesmo. Jesus por um momento, abriu mão de alguns dos seus atributos  para fazer a vontade do Pai . O mais interessante é que o Apóstolo começa dizendo que o mesmo sentimento que houve em Cristo , também deve ser evidenciado em nossas vidas . E que sentimento é este? "O negar-se a si mesmo" .


                                             SIGA À JESUS EM VERDADE

Seguir à Jesus em verdade implica reconhecer que devemos carregar uma cruz a cada dia. No final do texto de Lucas 9:23, está escrito : "(...) tome a cada dia sua cruz, e siga-me(...) . Caro leitor,  a palavra "cruz" fala de sofrimentos, perseguições, afrontas, calúnias ou qualquer outro tipo de dificuldade existente. Tomar à Cruz é suportar todas as dificuldades por amor de Cristo , é escolher a porta estreita que conduz  à Deus e é ser participante das aflições de Cristo por amor ao evangelho da graça(Lc 9:23, 2 Co 1:5, Cl 1:24,1 Pd 4:12). Na verdade,
 é um privilégio ser  participante das aflições de Cristo !


Infelizmente, mensagens que 
não apresentam a cruz e que são pregadas por alguns hoje em dia, tem enganado à muitos . Hoje a mensagem da graça de Deus é trocada por mensagens de "prosperidades materiais" e pelo "evangelho de facilidade". Tais mensagens vão de encontro ao evangelho ensinado por Cristo e os Apóstolos. 

Amado Leitor, de acordo com as Escrituras , não basta  esbravejar  "Eu amo Jesus", é preciso muito mais que isto. É necessário renunciar o mundo de pecado se separando daquilo que Deus detesta. Esteja disposto à sofrer pelo Evangelho de Cristo, prove o seu amor para com Cristo obedecendo os seus mandamentos. Busque-o todos os dias!


Soli Deo Gloria


Álvaro Rodrigues

domingo, 20 de janeiro de 2013

A Igreja Católica Romana nos deu a nossa bíblia?

                             

É comum católicos romanos dizerem que foi a sua igreja que nos deu a Bíblia. Eles muitas vezes dizem isso quando estão defendendo a sua "Sagrada Tradição", de forma que eles possam defender doutrinas não bíblicas, como purgatório, penitências, indulgências, e adoração a Maria. Eles com frequência dizem que a única forma que a igreja cristã teve para saber quais livros seria incluídos no Canon das Escrituras foi através do boca-a-boca da igreja primitiva; ou seja, pela tradição da Igreja Católica.

Infelizmente, esse argumento implica em dizer que a tradição é superior às Escrituras. Note que não estamos dizendo que a Igreja Católica Romana ensina que tradição é maior do que as escrituras. Mas quando alguém diz que a Sagrada Tradição foi a forma pela qual as Escrituras foram dadas, então claramente isso quer dizer que a Tradição abençoou e aprovou a Bíblia. Hebreus 7:7 diz, "Ora, sem contradição alguma, o menor é abençoado pelo maior." Ao dizer que a tradição católica que nos deu A Bíblia, criamos um efeito psicológico infeliz: elevamos a tradição a um nível superior do que é permitido nas escrituras. Na verdade, a Bíblia diz o contrário:

"Ora, irmãos, estas coisas eu as apliquei figuradamente a mim e a Apolo, por amor de vós; para que em nós aprendais a não ir além do que está escrito, de modo que nenhum de vós se ensoberbeça a favor de um contra outro." (1 Co 4:6)

A Bíblia nos diz para obedecer a Palavra de Deus, para não ir além do que está escrito, para que não erremos a respeito da verdade. O problema com o status elevado que a Igreja Católica dá à Tradição é que esse status resulta em justificações de várias doutrinas não bíblicas, como rezar para Maria, purgatório, indulgências, obras de justiça, etc. Tendo se desviado das Escrituras, a igreja se aventurou em áreas não-bíblicas. De qualquer forma, a Igreja Católica Romana nos deu a Bíblia? Não.

Em primeiro lugar, a Igreja Católica Romana não existia de fato como organização nos primeiros dois séculos da Igreja Cristã. A igreja cristã estava sob perseguição, e encontros de igreja oficiais eram bem arriscados no Império Romano. Catolicismo, como organização cuja figura central está localizada em Roma, demorou a acontecer, apesar de católicos dizerem que o primeiro papa foi Pedro.

Em segundo lugar, a Igreja Cristã reconheceu o que era parte das Escrituras. A Igreja não o estabeleceu. Isso é uma diferença muito importante. A Igreja Cristã reconhece o que Deus inspirou, e pronuncia esse reconhecimento. Em outras palavras, a Igreja somente descobre o que já era autêntico. Jesus disse "As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu as conheço, e elas me seguem;" (Jo 10:27). A igreja ouve a voz de Cristo. Só isso, ela reconhece o que é inspirado e segue a Palavra. A igreja não adiciona nada à Palavra, como a Igreja Católica Romana fez. Logo, a Igreja Católica Romana não está seguindo a voz de Cristo.

Em terceiro lugar, a Igreja Católica Romana não nos deu o Velho Testamento, que é a parte das escrituras que Cristo e os apóstolos citaram e usaram. Se a Igreja Católica quer dizer que nos deu a Bíblia, como eles podem dizer que nos deram o Velho Testamento, que é parte da Bíblia? Eles não o fizeram, obviamente. O fato é que os verdadeiros seguidores de Deus reconhecem o que é ou não inspirado. Os judeus sabiam o que era inspirado por Deus, e eles reconheciam o que Deus havia inspirado. É isso que aqueles que pertencem a Deus fazem.

Quarto, quando os apóstolos escreveram os documentos do Novo Testamento, eles foram inspirados pelo poder do Espírito Santo. Não havia discussão a respeito se os documentos eram ou não autênticos. O que eles escreverem não precisava ser considerado digno de inclusão no Canon das Escrituras por um grupo de homens na Igreja Católica Romana. Na verdade, pensar isso é, em efeito, usurpar o poder natural, e a autoridade do próprio Deus em relação ao Canon.

Por fim, as Escrituras dizem, "sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo." (1 Pedro 1:20-21). A Bíblia nos diz que as Escrituras são inspiradas pelo Espírito Santo. Logo, a própria natureza desses documentos inspirados é o que carrega o poder e a autenticidade dos mesmos. A eles não são dados poder e autenticidade através de declarações eclesiásticas.
Conclusão

A Igreja Cristã meramente reconhece a Palavra de Deus (Jo 10:27). A autenticidade dos documentos do Novo Testamento vem da inspiração de Deus, através dos apóstolos, ao invés de vir da declaração da Igreja Católica. Isso é muito importante. A Igreja Cristã reconhece o que Deus ordenou que estivesse na Palavra de Deus através da sua inspiração soberana. Quando a Igreja Católica se coloca como a fonte das Sagradas Escrituras, ela está na verdade se colocando acima da própria palavra de Deus, inspiração soberana. E precisa se arrepender .


Fonte : http://carm.org/a-igreja-cat%C3%B3lica-romana-nos-deu-a-nossa-b%C3%ADblia